DESIGUALDADE SOCIAL x DESENVOLVIMENTO HUMANO III

 
Brasil: Número de milionários chega a 109 mil
 
Movimento BOVESPA. O Brasil é considerado uma das 10 economias onde o número de ‘milionários’ cresce mais rapidamente.
 
Um estudo da Merrill Lynch mostra que o número de pessoas no Brasil com mais de US$1 milhão (R$ 2,12 milhões) chegou a 109 mil em 2005. O número de milionários no Brasil em 2005 aumentou em 11,3%, comparado a 2004. Segundo o 10º Relatório sobre a Riqueza Global, o número de investidores que têm mais de US$ 1 milhão passou de 98 mil para 109 mil no período. O Brasil está entre os países onde o grupo de pessoas com mais de US$ 1 milhão além de suas residências mais cresceu. Coréia do Sul (21,3%), Índia (19,3%) e Rússia (17,4%) foram os países que tiveram os maiores índices. No mundo todo, a quantia de dinheiro em poder das pessoas dessa faixa atingiu os US$ 33,3 trilhões (R$ 70,7 trilhões de reais), num acréscimo de 8,5% em relação ao ano anterior. Os Estados Unidos seguem como o país com a maior quantidade de milionários e também com o maior volume de dinheiro acumulado por essas pessoas.

Contudo, pela primeira vez os EUA não conseguiram superar o crescimento do ano anterior, crescendo 6,8% em comparação aos 9,9% de 2003. O estudo também mostra que os patrimônios de ricos de continentes diferentes têm origens diversas. Na Europa e na América Latina, o maior volume de recursos está alocado na propriedade de negócios ou no dinheiro vindo da venda de companhias, enquanto nos Estados Unidos, a maior parte do montante vem de renda.

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DESIGUALDADE SOCIAL x DESENVOLVIMENTO HUMANO II

 
Europa, América do Norte e região do Pacífico são áreas mais ricas
 
 
Os 2% mais ricos do mundo possuem mais de metade da riqueza, de acordo com um estudo divulgado nesta terça-feira por um instituto ligado às Nações Unidas. O documento do Instituto Mundial de Pesquisa de Desenvolvimento Econômico, ligado à Universidade da ONU, afirma que a metade mais pobre do mundo detém 1% da riqueza global. Segundo os autores do estudo, esta é a pesquisa mais ampla já feita sobre o assunto. Ela trata de todos os países do mundo, utilizando dados completos ou estimativas baseadas em análise estatística. Além disso, o estudo abordou os dados sob a ótica da riqueza, e não da renda. O conceito de riqueza é a soma de todos os bens menos as dívidas. Entre os bens contabilizados estão terras, imóveis, animais e ativos financeiros. O estudo descobriu que a desigualdade de riquezas é maior que as diferenças de renda anual.

Concentração

A análise mostra o tamanho das diferenças de riquezas entre os países. Cerca de 90% da riqueza mundial está concentrada na América do Norte, na Europa e em algumas nações da região do Pacífico, como Japão e Austrália. A pesquisa também revelou mudanças no tipo de riqueza acumulada em cada região do mundo. Em países menos desenvolvidos, terras e ativos financeiros do setor agrícola têm maior participação na riqueza das pessoas, refletindo o peso da agricultura nessas economias. A pesquisa também revelou que nesses países as instituições financeiras são menos “maduras”, o que dificulta a formação de poupança. Em contraste, os cidadãos de alguns dos países mais ricos têm dívidas maiores do que ativos, o que os coloca entre as pessoas mais pobres do mundo, em termos de riqueza doméstica. No entanto, pode-se dizer que eles têm hábitos de consumo melhores do que a maior parte das pessoas dos países em desenvolvimento. A pesquisa é baseada em números referentes ao ano de 2000. Os autores disseram que um estudo com dados mais recentes teria menos informações precisas. Mesmo assim, muitos números, sobretudo sobre os países em desenvolvimento, tiveram de ser estimados. De acordo com o professor Anthony Shorrocks, um dos autores da pesquisa, o relatório chama atenção dos países em desenvolvimento para que melhorem seus sistemas bancários.

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DESIGUALDADE SOCIAL x DESENVOLVIMENTO HUMANO I

 
Pobres da Noruega ganham mais que ricos em 57 países
 
Renda em alguns países africanos é inferior a US$ 3 mensais
 
Um cruzamento de dados divulgado pelo escritório brasileiro do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (PNUD) mostra que os 10% da população de renda mais baixa na Noruega ganham mais do que os 10% mais ricos de 57 países, entre eles Ucrânia, Egito, Índia e Paquistão.
 
Os dados divulgados pelo PNUD mostram ainda que os 10% da população mais rica do Brasil, apesar de ter renda média 57 vezes maior do que os 10% mais pobres do próprio país, ganham apenas 2,5 vezes mais do que os 10% mais pobres da Noruega. As conclusões são baseadas em dados contidos no Relatório de Desenvolvimento Humano, divulgado anualmente pelo PNUD, e que classifica os países de acordo com diversos indicadores socioeconômicos, como educação, renda e expectativa de vida. A Noruega ocupa o 1º lugar no índice de desenvolvimento humano do PNUD divulgado em 2006, enquanto o Brasil ocupa apenas o 69º lugar.

Diferenças

A pesquisa mostra que os 10% mais ricos do Brasil ganham em média US$ 37.534 ao ano, enquanto os 10% mais pobres da Noruega têm uma renda média anual de US$ 14.964. Os 10% mais pobres do Brasil têm renda média anual de US$ 656. A diferença entre os 10% mais ricos e os 10% mais pobres na Noruega é de apenas seis vezes. As comparações dos valores foram feitas levando em consideração a paridade do poder de compra, que elimina distorções causadas pela diferença no custo de vida dos diversos países.

O cruzamento de dados do PNUD mostra que em sete países a renda anual dos 10% mais pobres ultrapassa os US$ 10 mil anuais – além de Noruega, Japão, Finlândia, Irlanda, Suécia, Áustria e Bélgica. No outro extremo, em 42 países a renda média dos 10% mais ricos não ultrapassa os mesmos US$ 10 mil – isso ocorre, por exemplo, na Índia, no Paquistão, em Bangladesh e no Vietnã.

O relatório aponta, a Bolívia é o país com a maior desigualdade entre os 10% mais ricos e os 10% mais pobres – US$ 12.849 por ano contra US$ 82, uma diferença de 157 vezes. O segundo mais desigual é a Namíbia, onde a diferença é de 129 vezes – US$ 48.052 anuais para os 10% mais ricos contra US$ 372 para os 10% mais pobres. O país menos desigual, segundo o PNUD, é o Azerbaijão, onde os 10% mais pobres recebem US$ 2.218 ao ano, cerca de um terço da renda dos 10% mais ricos (US$ 7.393 anuais). O segundo país menos desigual é o Japão, com uma renda anual de US$ 63.408 para os 10% mais ricos contra US$ 14.026 para os 10% mais pobres – uma diferença de 4,5 vezes. Os relatório mostra ainda que os países com as maiores rendas médias anuais entre os 10% mais ricos da população são Estados Unidos (US$ 117.931), Hong Kong (US$ 105.747), Irlanda (US$ 104.820) e Cingapura (US$ 90.848). Entre os países com as menores rendas entre os mais pobres estão Serra Leoa (US$ 28 anuais), Níger (US$ 62), República Centro-Africana (US$ 77) e Bolívia (US$ 82).

Desigualdade no mundo

Renda anual dos 10% mais ricos (em média)
Estados Unidos – US$ 117.931
Hong Kong – US$ 105.747
Irlanda – US$ 104.820
Cingapura – US$ 90.848
Brasil – US$ 37.534
Fonte: ONU
 
Renda anual dos 10% mais pobres (em média)
Serra Leoa – US$ 28
Níger – US$ 62
Rep. Centro-Africana – US$ 77
Bolívia – US$ 82
Brasil – US$ 656

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DENGUE

 
Cientistas explicam infecção do vírus da dengue
 
Imagem mostra como o vírus muda através da célula hospedeira
 
Biólogos descobriram como o vírus da dengue se torna mortal, explicando transformações estruturais que ocorrem no interior das células afetadas. Em dois artigos publicados nesta sexta-feira (28/03/08) na revista científica Science, eles analisam como uma proteína que recobre o genoma do vírus passa por transformações que levam ao amadurecimento do vírus. "Esta é possivelmente a compreensão mais detalhada de como um vírus amadurece", disse um dos autores do estudo, o professor Michael Rossmann, da Universidade Purdue, em Indiana, Estados Unidos. Esta descoberta poderia ajudar os pesquisadores a desenvolver um tratamento antiviral para a dengue, que afeta mais de 50 milhões de pessoas no mundo – entre casos manifestados e não-manifestados – e mata cerca de 24 mil a cada ano.

Transformação

Segundo os pesquisadores, o estudo se aplica não apenas ao vírus da dengue, mas a todos os chamados flavivírus, que são carregados por mosquitos e causam doenças como a febre do Nilo Ocidental, encefalite e febre amarela. A pesquisa detalha o que acontece quando esses vírus infectam uma célula. Uma vez no interior dela, o vírus ainda não amadurecido é incapaz de se fundir com as membranas de uma célula, e assim infectá-la. O amadurecimento, que dá ao vírus a capacidade de infectar outras células, ocorre à medida que ele se move do interior da célula hospedeira para uma outra, que será infectada. Os cientistas descobriram que ao longo deste caminho o vírus é submetido a uma mudança de acidez que resulta na divisão de um composto de proteínas que recobre o genoma do vírus, pouco antes de ele ser transmitido de uma célula para outra. "Esta mudança de acidez já era conhecida, mas seu impacto no processo de amadurecimento não era conhecido até estas descobertas", disse Rossmann. Ele disse que mais pesquisas são necessárias para "compreender melhor esta estrutura (de proteínas)", a fim de esclarecer os mecanismos que evitam que a forma imatura de um vírus não infecte outras células. "Em última instância, os pesquisadores podem querer encontrar maneiras de tratar ou prevenir infecções virais. Mas para isso temos antes de saber como os vírus funcionam, como amadurecem e como dão início a uma infecção", disse Rossmann.

Cientistas brasileiros pesquisam ‘inseticida anti-dengue’

Cientistas da Universidade do Sul de Santa Catarina e da Universidade Federal de Pernambuco estão trabalhando no desenvolvimento de um inseticida que mata as larvas do mosquito Aedes aegypti, que transmite a dengue.

Inseticida será colocado em cápsulas biodegradáveis

"Nossa idéia é desenvolver um larvicida barato e viável para a população", afirmou a coordenadora das pesquisas da Unisul, Onilda Silva. A bióloga explica que os inseticidas disponíveis ou são importados e, portanto, têm um custo muito alto ou são muito tóxicos e acabam afetando outras espécies. "Já fizemos extensivos testes e os extratos das plantas matam as larvas, mas ainda temos muita coisa a fazer (até a aprovação)", disse Onilda.

Se os testes previstos forem bem-sucedidos, o inseticida será submetido à aprovação do Ministério da Saúde no final de 2008 e, no caso de ser aprovado, poderá ser comercializado no início de 2009. Os pesquisadores estão estudando a combinação de doses de duas substâncias naturais – a andiroba e o cinamomo – com uma terceira substância produzida sinteticamente a partir de componentes naturais, que ainda está sendo desenvolvida pela equipe da Federal de Pernambuco.Segundo Onilda, a combinação das substâncias aumentaria a eficácia do inseticida em relação aos que são feitos à base de um único componente. "(Nos inseticistas de uma só substância), é muito fácil para o organismo do mosquito adquirir resistência. Quando você tem uma associação de vários componentes químicos, os insetos apresentam lento processo de desenvolvimento de resistência."

A pesquisadora ressalta ainda que todas as substâncias usadas na fórmula têm baixíssima ou nenhuma toxicidade para seres humanos. A andiroba, por exemplo, é usada em cosméticos mundialmente. As substâncias seriam injetadas em cápsulas biodegradáveis, o que atende às preocupações em relação ao meio ambiente – uma tendência dos novos inseticidas, segundo Onilda.  "A moda é trabalhar com componentes naturais. O mundo inteiro está se voltando para isso e a gente (o Brasil) tem muito recurso natural disponível." O projeto destacado pela agência Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) conta com com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Santa Catarina (Fapesc).

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil registrou 438.949 casos de dengue nos de janeiro a julho de 2007, um aumento de 45% em relação ao mesmo período de 2006".

Aumento de casos de dengue preocupa cardiologistas

Os riscos da dengue hemorrágica para o coração e especialmente para as pessoas que já sofrem de problemas cardíacos entraram, pela primeira vez, na pauta do 62º Congresso Brasileiro de Cardiologia, que teve início nesta sexta-feira em São Paulo.

Médicos temem que uso de anticoagulantes possa agravar dengue hemorrágica

A maior preocupação dos cardiologistas diz respeito às pessoas que sofrem de problemas cardíacos e tomam medicamentos anticoagulantes e antiagregantes para controlá-los. Essas substâncias, que tornam o sangue “mais fino”, poderiam agravar a hemorragia causada pela doença. “À medida que as pessoas vão ficando mais acometidas, entre elas há pessoas cardíacas que tomam anticoagulantes e que podem na vigência da dengue hemorrágica ter o vírus agravado”, afirma o diretor-científico do Congresso, Dário Sobral.“Temos muito pacientes tomando aspirinas (ácido acetilsalicílico), pelo caráter preventivo, porque diminui o risco (de tromboses) para pessoas com doenças vasculares, e coronárias principalmente”, explica Sobral. “Mas no caso da dengue hemorrágica (a aspirina) pode agravar a hemorragia, e criar um quadro com muito mais risco, às vezes com risco de vida.” Outro medicamento bastante usado por pacientes cardíacos que poderiam agravar a hemorragia é o clopidogrel, "três vezes mais forte do que a aspirina", segundo Sobral. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil registrou 438.949 casos de dengue nos sete primeiros meses deste ano, "o que representa aumento de 45,13% em relação ao mesmo período de 2006".

Sintomas

A dengue é uma doença febril aguda causada por um vírus, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, que se desenvolve em áreas tropicais e subtropicais. Os sintomas mais comuns, que costumam aparecer três dias após a picada, são febre, dor de cabeça, no corpo, nas articulações e por trás dos olhos. A dengue hemorrágica é a forma mais severa da doença porque além dos sintomas da dengue clássica, pode causar sangramento, e, em casos mais graves, levar à morte. Segundo o diretor científico do Congresso, a recomendação de suspender anticoagulantes tem base empírica, mas o objetivo das discussões dos próximos dias é justamente estabelecer uma rotina para que os médicos saibam como orientar os seus pacientes em caso de suspeita de dengue. “Agora não existe estabelecida uma rotina, quando deve iniciar (a suspensão de anticoagulantes), quando deve parar.”

Mais acostumados com a doença, os cardiologistas das regiões Norte e Nordeste já determinam a suspensão dos anticoagulantes quando há suspeita “clínica” de dengue, mas, segundo Sobral, a orientação nem sempre é seguida pelos seus colegas do Sul e do Sudeste, menos “familiarizados” com a doença. O maior aumento dos casos ocorre justamente no Sudeste, especialmente no Rio de Janeiro, onde foram notificados mais de 30 mil casos este ano. Para Sobral, a recomendação deve ser feita aos pacientes ainda na fase da suspeita clínica – sintomas como dor de cabeça acompanhada de febre – já que o diagnóstico laboratorial pode levar dez dias para sair.

Mesmo pessoas que não sofrem de problemas cardíacos deveriam, segundo ele, suspender os anticoagulantes em caso de suspeita de febre hemorrágica. “Se a dor de cabeça for acompanhada de febre, atualmente com essa epidemia, tem de pensar em dengue e procurar alternativas com outros analgésicos, como dipirona e paracetamol”, recomenda Dário Sobral. Além dos riscos da dengue hemorrágica para pacientes cardíacos, os cardiologistas deverão discutir os perigos da doença para o coração. Segundo Sobral, já foram observados casos “isolados” de miocardite (inflamação do miocárdio) e arritmia cardíaca desenvolvidos em decorrência da dengue.

Dengue é ‘maldição da urbanização’, diz jornal suíço

O Rio de Janeiro vive atualmente uma epidemia de dengue

A dengue tem se tornado cada vez mais letal graças à globalização, diz o jornal suíço Der Bund, que chama a doença de “maldição da urbanização”. A “globalização e o conseqüente aumento na mobilidade de pessoas beneficia a propagação da doença pelo mundo e também o cruzamento das quatro variantes do vírus, o que tem tornado a dengue cada vez mais letal”, diz o jornal.

O jornal diz que a doença hoje é a mais transmitida por mosquitos nos mundo e que “a epidemia atual no Rio de Janeiro deixa isso bem claro: os mosquitos transmissores vivem no meio da cidade”.  “Ao contrário do mosquito da malária, o da dengue vive nas cidades. Para botar seus ovos, basta uma pequena quantidade de água, geralmente em poças, baldes, pneus ou outros recipientes em lixões”.  Esses “criadouros” de mosquitos são encontrados, segundo o jornal, “em particular nos bairros mais pobres, com fornecimento de água e tratamento de lixo precários”.

"Aumento notável"

Especialistas ouvidos pelo diário dizem que “houve um notável aumento, nos últimos 30 anos, do espaço vital que o mosquito transmissor da dengue, o Aedis aegypti, necessita para sobreviver”. “Toda semana recebemos relatos de cinco ou seis epidemias de dengue de algum canto do mundo”, diz ao jornal Johannes Blum, especialistas do Instituto Tropical Suíço. Blum diz que o uso de inseticida, uma das medidas tomadas pelas autoridades no Rio para lidar com a epidemia, geralmente só é adotado “em caso de emergência, como em uma grande epidemia que não pode ser controlada de outro jeito”.

Dengue ‘sem controle’ expõe frouxidão da saúde no Rio, diz Economist

A revista britânica The Economist publica em sua nova edição uma reportagem sobre os casos de dengue no Rio de Janeiro, onde, segundo a revista, o mosquito e a doença se alastram "sem controle" por causa da lentidão das autoridades em enfrentar uma ameaça conhecida há pelo menos um ano.
Para revista, vitória contra mosquito foi declarada antes do tempo

A publicação lembra que, até 1980, a dengue era relativamente rara na América Latina e a versão hemorrágica potencialmente fatal ainda menos freqüente porque autoridades de saúde haviam praticamente eliminado o mosquito Aedes aegypti, que transmite tanto a dengue como a febre amarela. "Mas a vitória foi declarada prematuramente: o compromisso e os recursos desapareceram, enquanto as cidades continuaram a crescer", diz a Economist. A revista lembra que há um ano "especialistas do ministro da Saúde para baixo" já admitiam o risco de a dengue sair de controle, mas que, desde então, teriam se perdido em um debate vazio sobre se o mosquito da dengue, e portanto a responsabilidade sobre o seu controle, é "municipal, estadual ou federal". A Economist diz que a gravidade da crise só foi reconhecida no dia 24 de março, quando, com o número de vítimas subindo, "autoridades nacionais e locais convocaram um gabinete de crise". "Infelizmente, retórica inflamada e burocracia interminável não são sintomas novos da política do corpo-a-corpo brasileira", avalia a revista. "Será preciso mais do que isso para esmagar o mosquito."

Dengue ultrapassa a marca de 30 mil vítimas só na cidade do Rio

Somente em 2008, 31 pessoas morreram por causa da doença. Ao todo, 1.2 mil militares vão ajudar no tratamento de vítimas da dengue.

A Secretaria municipal de Saúde informou na noite desta sexta-feira (28) que subiu para 31.288 o número de casos notificados de dengue na cidade do Rio de Janeiro. Somente em 2008, 31 pessoas morreram por causa da doença no município. Para ajudar no tratamento de emergências dos pacientes, os hospitais de campanha das Forças Armadas devem funcionar dia e noite a partir de segunda-feira (31).

Profissionais da saúde fazem passeata contra dengue

Cerca de 200 pessoas saíram em passeata contra a dengue pela Avenida Rio Branco, no Centro do Rio, e pararam em frente ao prédio da Secretaria estadual de Saúde, na Rua México. Os manifestantes carregavam faixas de protesto, na altura da Central do Brasil.  A passeata foi organizada pelo Sind-Saúde RJ. (Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo)

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APAGÃO CONTRA MUDANÇA DO CLIMA

 
Centenas de cidades farão apagão contra mudança do clima
 
Centenas de cidades em 35 países ao redor do mundo, inclusive no Brasil, devem participar neste sábado de um blecaute voluntário, desligando luzes e eletrodomésticos durante uma hora, para chamar a atenção para o problema de mudanças no clima.

O evento, intitulado "Earth Hour" (Hora da Terra), lançado pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF, em inglês) começou na Austrália, às 20h00 (6h00, hora de Brasília), onde a Ópera House e a Ponte da Baía de Sydney ficaram às escuras. Bangcoc, Londres e Chicago, entre outras, devem seguir o exemplo australiano quando o relógio marcar 20h00. No Brasil, o site que coordena a iniciativa menciona Curitiba como participante.

Este é o segundo ano da iniciativa que, em 2007, envolveu apenas Sydney, mas agora tem ambições globais. Segundo os organizadores, mais de 2 milhões de pessoas e 2 mil empresas apagaram as luzes no ano passado na cidade australiana, reduzindo o consumo de energia elétrica em mais de 10% durante a hora do apagão. A previsão agora é que até 30 milhões de pessoas participem da campanha.

"Uma coisa espantosa sobre Earth Hour é que parece ter transcendido as fronteiras (…) políticas e culturas", disse Andy Ridley, porta-voz do WWF.

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EFEITOS VI

 
Veja as mudanças previstas pela ONU (em gráficos)
 
Cientistas de mais de 130 países indicaram neste ano em um relatório do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, na sigla em inglês) que é “muito possível” que a atividade humana seja a causa das mudanças climáticas. Os gráficos abaixo ilustram as previsões sobre como as temperaturas do planeta devem aumentar no próximo século.
 
 

O IPCC diz que as temperaturas têm grande chance de aumentar de 1,8ºC a 4ºC até 2100. Mas há também a possibilidade de que essa variação seja de 1,1ºC a 6,4ºC. Os mapas acima mostram como três cenários de variações de temperatura podem afetar diferentes partes do planeta.

Os cenários A1B, A2 e B1, usados para criar os mapas acima, são baseados em dados econômicos e tecnológicos. Esses cenários consideram diferentes aumentos populacionais, o uso de combustíveis fósseis e alternativos e o conseqüente crescimento na emissão de CO2. Os resultados estão nos gráficos abaixo:

O dióxido de carbono é o principal gás do chamado efeito estufa e o aumento da sua emissão desde a Revolução Industrial é claro. A queima de carvão, o uso do petróleo e o desmatamento são atividades que liberam CO2 na atmosfera.

Outros dois importantes gases de efeito estufa são o metano e o óxido nitroso. Ambos estão muito menos presentes na atmosfera que o CO2, mas têm um efeito muito mais devastador e sua presença também está crescendo. O metano provoca 20 vezes mais danos que o CO2, enquanto o óxido nitroso é 300 vezes mais forte.

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EFEITOS V

 
Corrente do Golfo
 

 

1. As correntes de superfície carregam a água quente e salgada dos trópicos.
2. A água fria dos pólos desce ao fundo do oceano.
3. Esta água fria volta ao equador, formando, assim, um ciclo contínuo: dos pólos ao equador a água é fria e pesada, e do equador aos pólos, ela é quente e superficial. Por esse processo, a Corrente do Golfo aquece o norte da Europa.
4. A água proveniente do derretimento do gelo dilui a água quente e salgada vinda dos trópicos.
5. A água se torna menos densa e não afunda rapidamente, prejudicando o ciclo e, conseqüentemente, a Corrente do Golfo.

Mudanças dramáticas de temperatura aconteceram no passado, grande parte delas devido a transformações na maioria das correntes marinhas. Um "ciclo contínuo" do oceano ajuda a transportar calor ao redor do globo pelos movimentos profundos e de superfície da água.  Cientistas estão analisando se o aquecimento global poderia diminuir ou acabar com esse ciclo – um fator considerado de "baixa probabilidade, mas de grande impacto". Isso poderia interromper a maioria das correntes de superfície, movidas pelo vento, como a Corrente do Golfo.

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