Entenda a importância de um novo acordo sobre mudanças climáticas

 
 
Se emissão de gás-estufa continuar como está, temperatura sobe 3°C.
Em dezembro, representantes de 193 países estarão reunidos em Copenhague para tentar chegar a um novo acordo sobre a redução das emissões de gases do efeito estufa. Projeções do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), apontam que se as emissões continuarem a subir no ritmo atual e chegarem ao dobro do nível da época anterior à industrialização, haverá um aumento médio de temperatura de 3 graus centígrados neste século, o que pode causar sérios impactos.
De forma geral, o bem-estar da população e o crescimento econômico estão ameaçados se nada for empreendido. Estudo patrocinado pelas Nações Unidas publicado recentemente indica que as mudanças climáticas podem chegar a reduzir em até 19% o Produto Interno Bruto (PIB) dos países afetados por problemas climáticos em 2030. O mesmo relatório afirma que entre 40% e 68% das perdas econômicas previstas podem ser evitadas aplicando-se imediatamente as medidas de adaptação já existentes.
 
Contraditoriamente, é justamente a perspectiva de diminuir o crescimento econômico que tem causado relutância para que os países assumam metas de redução das emissões.
 
 
Países em desenvolvimento, liderados pela China e Índia, querem que as nações ricas cortem até 2020 suas emissões para pelo menos 40% a menos do que os níveis de 1990 – muito mais do que as reduções da lei proposta pela gestão Obama, atualmente em análise pelo Senado norte-americano, por exemplo.
O princípio vigente até agora (mas muito contestado) é que são os países desenvolvidos que devem diminuir suas emissões. Aos países em desenvolvimento, que têm menores condições de investimento, caberá cuidar para que suas emissões não aumentem.
Foram necessários oito anos para se negociar e ratificar o Protocolo de Kyoto, até o momento o único acordo internacional que limita as emissões, e cuja vigência acaba em 2012.
 
Quatro questões fundamentais precisam ser respondidas na Conferência de Copenhague:
1) Quanto os países desenvolvidos podem emitir de gases causadores do efeito estufa a médio prazo – até 2020 e 2050?
2) O que nações em desenvolvimento como, por exemplo, Brasil, Índia e China vão fazer para que suas emissões não aumentem?
3) Quantos recursos os países desenvolvidos vão oferecer às nações pobres para ajudá-las a reduzir as emissões e apoiar programas para conter o impacto das mudanças climáticas?
4) Como e por quais instituições esse financiamento bilionário será administrado?
As ações para resguardar as populações mais pobres dos efeitos das mudanças climáticas são um dos temas centrais da conferência porque elas são as mais gravemente afetadas e as mais vulneráveis.
O IPCC aponta, por exemplo, que até 2020 as colheitas de variedades que dependem do regime de chuvas podem ser reduzidas em até 50% na África.
Além disso, o desaparecimento do gelo em cordilheiras como os Andes (cujas águas correm em parte para a Amazônia), o Himalaia e o Hindu Kush pode deixar áreas em que vivem atualmente 1 bilhão de pessoas com abastecimento de água prejudicado.
Calcula-se que em 2008 20 milhões de pessoas migraram por causa de desastres ligados às mudanças climáticas. Cerca de 200 milhões de pessoas podem ser deslocados como resultado dos impactos climáticos em 2050.
 
 
 
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