ESPECIAL: PANTANAL VI

 
A FAUNA PANTANEIRA
 
 
No Pantanal não há monotonia. A característica constante é a movimentação dos animais, seus cantos, alaridos, zumbidos e mergulhos nas águas.
Os sons que pairam sobre a imensa região, tanto de dia como de noite, são de uma beleza incalculável.
O grau de inundação no Pantanal, média de 53.000km², cria anualmente um gradiente de hábitats complexos em mosaico.
Essa grande planície inundável é universalmente definida como um sistema ecologicamente produtivo. São hábitats em zonas de transição entre terras altas não inundáveis (planaltos) e planícies inundáveis. Há 263 espécies de peixes catalogados para o Pantanal. São recursos ecológicos importantes para essa região, como compartimento biótico do sistema.
 
Constituem alimento sazonal em torno do qual há uma concentração de aves, que se agregam em vazantes ou baías, para se alimentarem, ou em ninhais, colônias de reprodução em comportamento cooperativo para onde os pais trazem o alimento, geralmente peixes, e onde se congregam também grandes quantidades de predadores que se aproveitam da oferta de alimento (filhotes de aves que caem dos ninhos), como sucuris, jacarés, lobinhos, mão-pelada, quatis e outros oportunistas.
 
Uma listagem compreensiva dos grupos da herpetofauna presentes na bacia foi disponibilizada, pela primeira vez na literatura, no documento final referente ao componente biótico do Plano de Conservação da Bacia do Alto Paraguai. Um total de 22 espécies de anfíbios anuros e 83 de répteis foram listadas para a planície de inundação, em documento com reduzida circulação e de difícil acesso para a comunidade científica em geral. Exames adicionais da literatura e de espécimes depositados em coleções e, principalmente, inventários faunísticos recentes, mostram que há, em áreas do entorno, um total de 179 espécies de répteis para a BAP. Quanto aos anfíbios, além das formas registradas, são conhecidas pelo menos treze espécies adicionais na planície e outras 27 aparentemente exclusivas dos planaltos de entorno. A anurofauna da BAP estaria constituída, por pelo menos 80 espécies, das quais mais de metade (45 espécies) parece ocorrer exclusivamente em áreas altas no entorno.
 
Estão registradas 444 espécies de aves para a planície pantaneira, entendida aqui como somente a parte inundável do Pantanal enquanto que para o Cerrado há 837 espécies das quais 759 (90,7%) se reproduzem no bioma. Contudo, para o Pantanal, como a região é definida neste site, há 661 espécies. O Cerrado conta com 195 espécies de mamíferos enquanto que o Pantanal tem 132 espécies. A maioria das espécies de ambos os biomas depende de hábitats florestados.
 
Entre essa concentração de espécies, na região considerada como um dos grandes centros de reprodução do mundo, pode-se apresentar algumas espécies, algumas símbolos do Pantanal, outras que somente ali é possível observar a sua beleza e comportamento característico.
São populações de Cervos-do-Pantanal, Capivaras, Lontras Ariranhas, de Maguaris, Garças, Garças-Reais e Colhereiros, jacarés, e, o Tuiuiú, ave símbolo da região, entre outras muitas espécies que fazem do Pantanal um nicho ecológico de valor inestimável para a população mundial.
 
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