ESPECIAL: PANTANAL II

 
A BIODIVERSIDADE PANTANEIRA
 
  
 
O chamado sistema pantaneiro reúne diversos ecossistemas e tem catalogado 80 espécies de mamíferos, 50 de répteis, 263 de peixes e 650 de aves, abrigando diversos animais que estão ameaçados de extinção, como o tatu- canastra, por exemplo. Localizado na região Centro-Oeste do Brasil, abrange 12 municípios, com destaque para Corumbá, Coxim, Aquidauana, Miranda, Porto Murtinho e Rio Verde. Sua baixa declividade faz com que ele se comporte como uma "esponja", retendo a água que chega pelos rios da Bacia do Alto Paraguai, escoando-a lentamente para a parte sul, para a região chamada de Feixo dos Morros. A bacia se localiza no centro da América do Sul, e tem uma área de cerca de 360 mil quilômetros quadrados.
 
Nela, há também porções representativas da Amazônia, do Cerrado, da Mata Atlântica, do Chaco e do Bosque Seco Chiquitiano, constituindo uma das regiões de maior diversidade biológica do mundo. Na região vivem mais de 10 povos indígenas, distribuídos por 30 comunidades. A vegetação do Pantanal é uma mistura de matas, cerradões, savanas com espécies como o a piúva, e carandá, o jatobá, bartatimão, angico, campos inundáveis de tipos diversos, brejos, lagoas e vazantes com plantas típicas como o capim mimoso e o felpudo.  Essa vegetação tem alto potencial econômico quando bem aproveitada, servindo tanto para a pastagem como para o desenvolvimento de plantas medicinais, como a catuaba, nó-de-cachorro, ginseng, garra-do-diabo, etc. Desmatar a região para prática da agricultura, no entanto, é um desastre, pois apesar da exuberante vegetação, o solo é pobre e não suporta a intensidade da tecnologia agrícola. Ao se retirar a mata nativa, o solo se transforma em uma areia fofa.
 
A fauna é muito rica: quatis, cateto, porco-monteiro, queixada, capivara, tamanduá-bandeira, tamanduá-mirim, lobinhos, veado-campeiro, veado-mateiro, arara azul, tuiuiú, tucano, garças de diversas espécies, jacaré, onça pintada, jaguatirica, piranha, pintado, dourado, sucuri, jararaca, morcegos, etc. O sonho de quase todos os que visitam o Pantanal é poder avistar uma onça pintada, mas não é fácil vê-la. 
 
O clima é quente e úmido no verão, com temperatura média de 32º C, e frio e seco no inverno, com média em torno de 21º C, considerada baixa para a região, eventualmente, podem ocorrer geadas. Já foram registradas temperaturas de 1º C. De junho a outubro é época de seca e o período das cheias vai de novembro a maio. As chuvas se concentram nos meses de dezembro e janeiro. A média de chuva anual no pantanal é de 1.000 a 1.4000 milímetros.
 
Devido a baixa declividade do terreno as cheias são provocadas. Ela varia de 6 a 12 cm/km no sentido leste-oeste e de 1 a 2 cm/km no sentido norte-sul. Essas águas tem apenas um escoadouro, o rio Paraguai. O ciclo das águas rege a vida do pantaneiro: em época de cheia, os peões são obrigados a levar o gado para as terras mais alta, enquanto os mamíferos, por exemplo, se escondem nos capões e cordilheiras – trechos de vegetação mais altos – esperando as águas baixarem.
 
No período da seca, entretanto, é mais fácil ver as aves, pois elas se reúnem nas lagoas que se formam quando as águas baixam em busca de alimentos, que nesse período é abundante. Mas é impossível definir o que é mais bonito: o Pantanal coberto de água ou quando está seco.
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