A INFLAÇÃO DOS ALIMENTOS II

 
O álcool etanol americano
 
Nos Estados Unidos, a produção do álcool etanol americano é extraído do milho. É tudo novo na fazenda. Os silos para armazenar os grãos, a máquina de espalhar sementes que custou o equivalente a R$ 230 mil. Ken MacCauley seguiu os passos de outros fazendeiros que, no ano passado, conseguiram um recorde de safra: 334 milhões de toneladas de milho. Numa fazenda do Kansas, o milho foi plantado há uma semana e está brotando. A plantação era dividida: metade soja, metade milho, mas o fazendeiro, atraído pelas promessas de lucro com o etanol, decidiu mudar a produção. No ano que vem, em 80% das terras só haverá milho. O impulso veio do governo americano.
Os Estados Unidos querem depender menos do petróleo, que, a cada dia, fica mais caro. O preço do barril ronda os US$ 120. Em um ano, subiu quase 100%. Até 2017, o governo americano espera reduzir o consumo de gasolina em 20%.  Como? Com o etanol, o álcool feito do milho. Há cinco anos, 10% da produção de milho iam para a fabricação do etanol. Agora, são 25%. Bill resolveu expandir a fábrica de derivados de milho, investiu US$ 100 milhões e, há sete meses, partiu para o etanol. Cento e cinqüenta usinas espalhadas pelo país estão moendo milho para transformá-lo em biocombustível. E quanto mais milho trituram, mais caro ele fica. O preço do milho nos Estados Unidos chegou a US$ 6 a saca de 25 quilos. Em 2006, valia US$ 2.O fazendeiro Ken defende o etanol. Diz que existem outros culpados pela alta no preço do milho, como o petróleo, que encarece toda a produção do campo até a casa do americano. Entra no custo dos fertilizantes, da embalagem, do transporte. Ele lembra que os especuladores também são culpados pela alta de preço. Com o dólar fraco e o mercado financeiro em crise, investidores têm aplicado dinheiro na Bolsa de Mercadorias, puxando para cima os preços de alimentos.
Os Estados Unidos viveram uma crise bem parecida nos anos 70. O petróleo estava caríssimo, havia desemprego, recessão, parecia o fim, mas a economia americana venceu a crise. O economista John MacArthur diz que existem soluções práticas a serem tomadas agora para abaixar os preços, como aumentar a produção de milho em países da África e reduzir subsídios, a ajuda que o governo americano dá para a indústria do etanol.Criador de gado de corte, Jerry se lembra bem daqueles tempos difíceis. Agora, ele viu o preço da ração para as vacas subir 40% em um ano por causa do preço do milho, mas diz que é uma fase e que vai passar. "É verdade que os preços subiram, que a inflação dos alimentos aumentou em todo o mundo, mas a gente está no caminho certo", diz ele para o vizinho Ken, produtor de milho para a indústria do etanol.
 
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