CRIMES CONTRA A NATUREZA VII

Produção de "Foie Gras"

Para se obter um bom patê de fígado de ganso, o chic "foie gras", gansos e patos são alimentados à força para que tenham seus fígados aumentados e com um maior teor de gordura.

 

Nos criadouros, um espaço de dois metros quadrados pode acomodar até doze animais. O confinamento é necessário para evitar que o pássaro se movimente e gaste energia, assim, o alimento será armazenado no organismo do animal na forma de gordura.

   

A alimentação dos animais é composta basicamente por carboidratos (maizena), adicionada à gordura de porco ou ganso para amolecer. Esta é uma dieta bastante desequilibrada, onde importantes nutrientes são desprezados.

A ave é segura entre as pernas do funcionário, tem a cabeça presa por uma peça de metal, o seu pescoço esticado e um grosso tubo de metal, que chega a medir quarenta centímetros de comprimento, é enfiado pela sua garganta. Um motor bombeia o alimento através desse tubo que vai direto ao estômago. Freqüentemente, uma faixa de borracha é amarrada ao pescoço para não deixar que a ave vomite. Durante o processo, as aves tentam escapar de forma frenética. Essa tortura se repete três vezes ao dia, durante um período de três a quatro semanas. Isto tudo para fazer com que consumam cerca de três quilos desta ração por dia, o que equivaleria a um humano consumir doze quilos e meio de macarrão no mesmo período.

Como resultado, as aves sofrem variados problemas de saúde, como disfunções cardíacas, intestinais e rompimento das membranas celulares hepáticas. Muitas tornam-se incapazes de andar ou até mesmo ficar em pé. A introdução do tubo pode machucar o esôfago e causar deformidades nos bicos. Na verdade, o foie gras não passa de uma doença do fígado induzida em animais inocentes. O fígado dos animais submetidos a este processo não são saudáveis. A coloração normal do órgão é avermelhada e pesa cerca de 120 gramas. O fígado deformado por este processo é amarelo e lustroso, de aparência gordurosa, e pode pesar até 1.300 gramas, mais de dez vezes o peso normal.

As marcas deixadas pela pressão que as costelas exercem contra o fígado assim aumentado são visíveis no órgão, atestando assim que o animal sentiu imensa dor durante os últimos dias de sua breve vida. A ave é  abatida no mesmo local onde é criada, porque provavelmente não sobreviveria ao transporte. Quando o fígado, estômago e intestinos são removidos, vê-se que o espaço por estes ocupado era muito maior que aquele planejado pela natureza, pressionando o coração e os pulmões e dificultando assim a respiração. 

Trazendo 85% de suas calorias na forma de lipídios, em sua maioria gorduras saturadas (ácido palmítico) o foie gras não é um alimento saudável. Portanto, seu consumo, além de causar imenso sofrimento a animais inocentes e indefesos, também não é a melhor opção mesmo para aqueles mais indiferentes ao sofrimento alheio.

(Matéria retirada do site da APASFA)

Anúncios
Esse post foi publicado em Denúncia. Bookmark o link permanente.

Uma resposta para CRIMES CONTRA A NATUREZA VII

  1. jhhttgb disse:

    Meu Deus, como nos fizésteis um animal tão hediondo, tão miserável!…

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s