RECICLAGEM DE PET TRIPLICA

 
 
A imagem de garrafas plásticas boiando em rios ainda é comum, no Brasil. Um problema ambiental que nós ainda não vencemos. Mas, em uma década, a reciclagem de garrafas pet no Brasil triplicou. E, além de abastecer o mercado interno, o plástico reaproveitado está ganhando espaço lá fora.

A capivara é testemunha. Sem o refrigerante e a água mineral que embalavam, elas bóiam depois da enxurrada e levam mais de cem anos para se decompor. As garrafas pet que saem caro à paisagem das grandes cidades são as mesmas que viram dinheiro em fábricas de reciclagem. As máquinas trituram o desperdício. Removem a sujeira e devolvem à sociedade mais do que minúsculos pedaços de plástico: alívio para o meio ambiente e lucro para a empresa. Ao todo, 10% da produção são exportados.

“A China importa pet reciclado do mundo inteiro, entre outros materiais, para principalmente aplicação têxtil. A aplicação têxtil é hoje, no mundo inteiro, o maior destino do material reciclado”, explicou Auri Marçon, diretor da empresa de reciclagem Recipet. As vendas de pet reciclado para o exterior já são metade das de resina virgem. Em outra fábrica, as garrafas pet viram fibra para a indústria têxtil da Europa e da América do Sul.

Como o custo de produção é menor, o pet reciclado custa menos do que o original. Hoje, a diferença chega a 20%. Essa vantagem para as empresas que usam a matéria-prima é o que explica a expansão da reciclagem de pet no Brasil. Foram 194 mil toneladas em 2006. Em dez anos, a taxa de reaproveitamento passou de 16 para 51%. Menor do que no Japão e na Alemanha, maior do que na Argentina e nos Estados Unidos.

O pet se transforma em relógios, vassouras, porta ovos e até enchimento de bichos de pelúcia. A indústria diz que pode reciclar 30% mais. E os ambientalistas lembram que, para isso, as prefeituras precisam aumentar a coleta seletiva. “Depende do consumidor separar e depende de empresários verem que isso é ramo bom para ser seguido. É um mercado que está crescendo, mas precisa de incentivo”, afirmou o ambientalista César Pegoraro.

 

 

Gigantesca imitação de garrafa de plástico descansa à beira do poluído Rio Tietê em São Paulo, como parte de um estudo experimental realizado pelo artista plástico Eduardo Srur, para uma possível exibição de arte que discutiria os problemas de poluição do meio ambiente.

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