CORREDOR DA SERRA DO MAR

 

Ecologia e Conservação: O Corredor da Serra do Mar circunda as duas maiores metrópoles do Brasil – São Paulo e Rio de Janeiro, mas curiosamente possui um dos principais trechos preservados de Mata Atlântica, graças a sua cadeia de montanhas muito íngremes, desfavoráveis à agricultura.

Nessa região, vários remanescentes de florestas estão protegidos em 65 unidades de conservação públicas de proteção integral, o que os tornam propícios a ações e investimentos em conservação a longo prazo – particularmente para a implementação de corredores destinados a aumentar a conectividade entre os fragmentos. O Corredor também já conta com 100 Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN). Essas iniciativas são extremamente importantes já que 50% da área coberta por floresta na região estão nas mãos de proprietários privados. 

Sua área engloba 499 municípios, onde  há mais de 100 espécies de vertebrados ameaçados de extinção.

 

A Mata Atlântica: A Mata Atlântica é um complexo e exuberante conjunto de ecossistemas de essencial importância por abrigar parte significativa da diversidade biológica do Brasil. É também um dos biomas mais ameaçados do mundo pelas constantes agressões e ameaças de destruição que sofrem suas florestas, mangues e restingas. Por isso, a Mata Atlântica é reconhecida, nacional e internacionalmente, como um bioma que precisa de ações emergenciais de conservação.
Distribui-se ao longo da Costa Atlântica do país, ocupando ainda áreas da Argentina e do Paraguai. Na Região Sudeste, a Mata Atlântica abrangia originalmente 1.350.000 km2. Seus limites originais contemplavam áreas em 17 estados: PI, CE, RN, PE, PB, SE, AL, BA, ES, MG, GO, RJ, MS, SP, PR, SC e RS, o que correspondia a aproximadamente 15% do território brasileiro.  Nessa extensa área, vivem atualmente 60% da população brasileira. São 108 milhões de habitantes em mais de 3.406 municípios, que correspondem a 62% das cidades brasileiras. 

A Mata Atlântica está entre as cinco regiões do planeta de maior prioridade para a conservação da biodiversidade, um dos Hotspots, ou seja, uma das áreas mais ricas e mais ameaçadas do mundo.

Apesar de sua acentuada devastação, o bioma ainda detém muito da diversidade biológica brasileira, com alto grau de endemismo. Encontramos exemplos dessa biodiversidade nas mais de 20.000 espécies de árvores. No sul da Bahia, em apenas um hectare (o equivalente a um campo de futebol) foram registradas 270 espécies de mamíferos (90 endêmicos), 372 de anfíbios (260 endêmicos), 197 de répteis (60 endêmicos), 849 de aves (188 endêmicas), 2.120 de borboletas (948 endêmicas) e, um recorde mundial, 454 espécies de árvores. Se as espécies que vivem na Mata Atlântica forem extintas, desaparecerão para sempre da face da Terra.

 

Unidades de Conservação: A rede de unidades de conservação do Corredor da Serra do Mar, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná é bastante fragmentada. 98,7% dos remanescentes são menores do que 100 hectares. E você pode tentar imaginar isso já que um hectare é aproximadamente do mesmo tamanho que um campo de futebol.

O Corredor tem uma grande quantidade de unidades de conservação. São 98 unidades de conservação que somam 1,2 milhão de hectares e 100 Reservas Particulares. O Parque Nacional de Itatiaia, O Parque Estadual da Serra do Mar e a Reserva Biológica de Poço das Antas são alguns exemplos das áreas protegidas deste Corredor.

 

Serviços Ambientais: A conservação da biodiversidade garante a manutenção dos serviços ecológicos que a natureza nos presta, como a polinização, o controle de pragas e vetores de doenças, a ciclagem de nutrientes (água, nitrogênio, carbono), a contenção de encostas, a regulação da temperatura e da umidade do ar, entre outros recursos. Ao preservar a riqueza da flora e da fauna da Mata Atlântica, você permite que a natureza continue prestando esses serviços essenciais à vida em nosso planeta.

 

Tecnologia da Conservação: A tecnologia é um aspecto cada vez mais decisivo na conservação do meio ambiente. Biólogos, cientistas políticos, geógrafos, engenheiros, economistas se unem para analisar a biodiversidade e melhor compreender o que causa sua perda e predizer ou prevenir a degradação de mananciais de água, ecossistemas marinhos e terrestres. O manuseio de grandes bases de dados, a simulação de cenários, o monitoramento da fauna e da flora, da emissão de gases poluentes ou de carbono, assim como a supervisão das condições climáticas e de desmatamento de nossas florestas, tudo isso depende de tecnologia.

A informação sobre a biodiversidade de uma determinada região é o requisito básico para o sucesso de qualquer iniciativa de conservação. Pesquisas e projetos de campo requerem e produzem grandes quantidades de informação que precisam ser gerenciadas, analisadas e apresentadas de forma eficiente. Mais de 80% de todos os dados relativos à conservação estão associados a atributos geográficos e são freqüentemente analisados em SIG.

 

Sistemas de Informações Geográficas (SIG): Os SIG são ferramentas para armazenar, manipular e analisar conjuntamente um grande volume de dados espaciais e não-espaciais e que, em virtude de suas facilidades, vêm se destacando no processo de planejamento.

Mapas são representações simplificadas do ambiente, condicionadas a determinado tema. Construir mapas é mostrar determinadas características e especificidades inerentes a um lugar. A produção de mapas com a tecnologia SIG possibilita um incrível avanço no universo da conservação ambiental por vincular dados geográficos (geralmente representados por mapas diversos) a dados alfanuméricos (atributos, normalmente representados como tabelas), ou mesmo dados geográficos, produzindo mapas temáticos que combinam informações, com grandes vantagens em relação aos sistemas tradicionais.

 

Armadilha fotográfica: É um equipamento fotográfico automático que captura imagens de animais sem que haja necessidade de operar a câmera. Tem, portanto, a vantagem de documentar a circulação da fauna sem interferir em sua rotina. A câmera se arma com sensores infra-vermelhos que são acionados pelo movimento na floresta. Em geral, fica amarrada em árvores e é verificada periodicamente pelos pesquisadores. Permitem observar a existência e a abundância de um animal em determinada área.

 

Conheça alguns dos trabalhos realizados com armadilha fotográfica:

http://savethejaguar.com/media/file/CameraTrapProtocolWCS_Portuguese.pdf http://www.worldwildlife.org/cameratrap/index.cfm
http://www.cosmo.com.br/busca/default.asp?idnot=106605

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