PLANETA ÁGUA

Como pode um planeta tão úmido ter tanta escassez de água fresca?
97% DA ÁGUA DO GLOBO TERRESTRE É SALGADA
03% DA ÁGUA DO GLOBO TERRESTRE É DOCE
DESTES 03% TEMOS:
90% DESTA ÁGUA É SUBTERRÂNEA
10% ÁGUA DISPONÍVEL PARA O CONSUMO
 
Se quisermos proteger nossos suprimentos de água e garantir que tenhamos água potável suficiente no futuro, temos que agir drasticamente para conservar precioso recurso. Temos que aprender a não nos ater à conservação apenas em épocas de secas ou de racionamento, mas sim incorporar isso em nossas vidas todos os dias.
A água tem influência direta sobre a saúde, à qualidade de vida e o desenvolvimento do ser humano. Para a Organização Mundial da Saúde (OMS) e seus países membros, “todas as pessoas, em quaisquer estágios de desenvolvimento e condições sócio-econômicas têm o direito de ter acesso a um suprimento adequado de água potável e segura”.
 
“Segura”, neste contexto, refere-se a uma oferta de água que não representa um risco significativo à saúde, que é de quantidade suficiente para atender a todas as necessidades domésticas, que está disponível continuamente e que tenha um custo acessível. Estas condições podem ser resumidas em cinco palavras-chave: qualidade, quantidade, continuidade, cobertura e custo. De acordo com o relatório “Situação Global de Suprimento de Água e Saneamento – 2000”, apesar do tremendo esforço nas duas últimas décadas para melhorar os serviços de abastecimento de água e saneamento nas regiões mais pobres dos países em desenvolvimento, muita gente ainda não foi beneficiada. Hoje, 2,4 bilhões de pessoas em todo o mundo (quase a metade da população do planeta) não vivem com condições aceitáveis de saneamento, enquanto 1,1 bilhões de pessoas não têm sequer acesso a um adequado abastecimento de água. O documento, concluído em novembro de 2000, resulta do Programa de Monitoramento do Suprimento. A qualidade da água, por si só (em particular a qualidade microbiológica da água), tem uma grande influência sobre a saúde. Se não for adequada, pode ocasionar surtos de doenças e causar sérias epidemias. Os riscos à saúde, associados à água, podem ser de curto prazo (quando resultam da poluição de água causada por elementos microbiológicos ou químicos) ou de médios e longos prazos (quando resultam do consumo regular e contínuo, durante meses ou anos, de água contaminada com produtos químicos, como certos metais ou pesticidas).
Doenças infecciosas relacionadas à água:

A água microbiologicamente contaminada pode transmitir grande variedade de doenças infecciosas, de diversas maneiras:
1) Diretamente pela água (water-borne diseases): provocadas pela ingestão de água contaminada com urina ou fezes, humanas ou animais, contendo bactérias ou vírus patogênicos. Incluem cólera, febre tifóide, amebíase, leptospirose, giardíase, hepatite infecciosa e diarréias agudas.
2) Causadas pela falta de limpeza e de higiene com água (water-washed diseases): provocadas por má higiene pessoal ou contato de água contaminada na pele ou nos olhos. Incluem escabiose, pediculose (piolho), tracoma, conjuntivite bacteriana aguda, salmonelose, tricuriase, enterobiase, ancilostomiases, ascaridiase.
3) Causadas por parasitas encontrados em organismos que vivem na água ou por insetos vetores com ciclo de vida na água (water-based and water-related diseases).
Incluem esquistossomose, dengue, malária, febre amarela, filarioses e oncocercoses.
Os números mostram a gravidade do problema: A cada oito segundos, uma criança morre devido a uma doença relacionada à água.
Contaminação por metais:
Os casos mais comuns de contaminação da água por metais ocorrem com arsênio, chumbo, cádmio e mercúrio. Um dos episódios mais conhecidos foi a contaminação, por mercúrio, das águas e dos peixes da Baía de Minamata, no Japão, entre 1956 e 1967, que afetou mais de 20 mil pessoas e provocou 1004 mortes. O metal era descarregado na água por uma fábrica que produzia aldeído acético (ver “Valores de Referência da Qualidade da Água”)
Flúor na água.
A fluoretação da água numa concentração ótima de 1 mg/l é considerada uma maneira segura no sentido de alcançar um importante beneficio para a saúde pública, ao fornecer, a toda população, proteção importante contra as cáries dentárias.
O que fazer dentro de casa:

Conserte torneiras pingando e vazamento em canos. A perda de uma gota de água por segundo representa o desperdício de cerca de 9 mil litros de água por ano.
Instale chuveiros de baixo fluxo, privadas de baixo fluxo, e arejadores para torneiras. Os arejadores podem reduzir o uso da água da torneira em até 60 por cento.
Guarde a água de beber na geladeira em vez de deixar uma torneira aberta enquanto espera a água esfriar.
Feche a torneira enquanto escova os dentes.
Encha a pia com água para pré-enxaguar a louça antes de colocá-la no lavador em vez de passá-la sob água corrente.
Use o lavador de pratos e a máquina de lavar apenas quando estiver totalmente cheia.
 
O que fazer fora de casa:

A água não usada ou pouco usada geralmente serve para outros propósitos. Enquanto espera a água do chuveiro esquentar, coloque um balde no chuveiro para coletar água para regar as plantas. Sobras da água de beber e de cozinhar também podem ser usadas no jardim.
Use uma vassoura para limpar entradas de carro e calçadas.
Lave o carro com um balde d’água ou desligue a mangueira entre os enxágües.
Quando possível, plante plantas que consomem pouca água ou espécies nativas.
Agrupe plantas com necessidades semelhantes de água.
Regue o gramado e as plantas de manhãzinha ou à noite.

A cada ano, mais de cinco milhões de seres humanos morrem de alguma doença associada à água não potável, ambiente doméstico sem higiene e falta de sistemas para eliminação de esgoto.

Estima-se que, a qualquer momento do dia, metade de toda a população nos países em desenvolvimento esteja sofrendo de uma ou mais entre as seis principais doenças associadas ao abastecimento de água e saneamento (diarréia, ascaris, dracunlíase, esquistossomose, ancilostomíase e tracomas).
Nos países da América Latina e Caribe, existem 168 milhões de pessoas sem abastecimento de água e as enfermidades de origem hídrica aparecem entre as três principais causas de morte na região. A epidemia mais significativa dos últimos anos, nesta área, foi a da cólera, originada em 1991, no Peru e que se estendeu por 21 países da região, com mais de 1.200.000 de casos registrados até 1997.
Na América Latina e Caribe, as enfermidades de maior incidência relacionadas com a qualidade da água, além da cólera, são:
Diarréias em crianças, responsáveis por 80 mil mortes e uma média de 3 casos diarréicos por ano.
Hepatite vírica, cuja incidência se encontra entre 24 e 29 casos por 100.000 habitantes nos países da América do Sul.
Amebíase e febre tifóide, endêmicas em muitos países.
Entamoeba histolytica, identificada como a causa de algumas epidemias resultantes da contaminação do abastecimento de água por águas residuárias.
Na América Latina e Caribe apenas 10% das águas residuárias recebem algum tipo de tratamento, em geral, inapropriado.

 
Colaboração: Homar Rogério de Bragança
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2 respostas para PLANETA ÁGUA

  1. Planeta Terra disse:

    Só hoje pude vir conhecer o seu blog novo. Apesar de já saber do capricho que você costuma dedicar às suas coisas, fiquei encantada com todo o seu esmero aqui, no texto, nas dicas, nas imagens, nesse clipe maravilhoso. Está lindo! E, além de lindo, a iniciativa é valorosa e mais do que nunca oportuna. Parabéns, amiga. Realmente, você é mulher porreta!
    Beijos.
    Lui

  2. Pablo disse:

    A fonte é pra deixar as pessoas com problema de vista??????????????

    Nãooo faça isso. Coloca um preto urgente…

    o blog é mto bom. pecou nisso.

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