EXTINÇÃO DAS ESPÉCIES

Quando o último representante de um determinado tipo de animal ou vegetal é eliminado, nunca mais poderá voltar a existir. Lamentavelmente este é o caso de muitas espécies.

 

 

A UICN, importante organização internacional de conservação da natureza, estima que, em todo o mundo, de uma a duas espécies de plantas são extintas por dia, enquanto as de animais varia de 50 a 250 por dia.

São três as principais causas da extinção de seres vivos. A mais conhecida entre elas, a caça, é considerada responsável pela eliminação de quase um quarto das espécies. A destruição de habitats contribui com 36%.

A menos conhecida delas, porém de grande importância, é a introdução de espécies, responsável por 39% da destruição. A literatura é pródiga em exemplos de plantas e animais que foram levados pelo homem de uma região para outra, provocando verdadeiros desastres ecológicos. Um caso recentemente divulgado mostra como o sapo-cururu, animal tão conhecido das crianças do Brasil, pôde causar danos ambientais na Austrália, onde foi introduzido em meados deste século.

Da América à Ásia, de Norte a Sul, o tráfico ilegal de animais vivos, floresce. O mercado consumidor são os colecionadores privados, laboratórios de pesquisa, lojas de animais, zoológicos, circos e até curandeiros da Ásia. É o terceiro maior negócio em contrabando depois de drogas e armas. Os traficantes combinam ingenuidade com desumanidade nos métodos de disfarce da bagagem/animal. A maioria dos especialistas em desvendar o tráfico animal concorda que a melhor estratégia é conscientizar os compradores e não os vendedores (pois este tráfico é extremamente lucrativo para eles).

Desde que a terra existe, numerosas espécies de animais foram morrendo e passado alguns anos foram substituídos. Os homens destruíram muitas espécies de animais em pouco tempo. Nunca mais serão substituídos, por que é preciso salvar os que restam. O dodó é uma espécie de uma ave desaparecida; os marinheiros que desembarcavam para a Ilha Maurícia caçavam-no para o comer. Constituiu também presa de ratos e dos porcos levados pelos navios.

ANIMAIS EM PERIGO – PERDA DE HABITAT: As espécies ficam ameaçadas se puderem os seus abrigos e o alimento.Os herbívoros podem morrer de fome se as plantas de que se alimentam desaparecerem. Então os predadores também morrem porque há menos herbívoros e podem começar atacar outras presas. E assim sucessivamente. As espécies extinguem-se quando se afecta o equilíbrio do seu meio ambiente. Isto pode acontecer devido a causas naturais, mas actualmente deve-se subretudo aos resultados da intervenção humana.

CAÇADORES E PRESAS: Num ambiente saudável, deve existir sempre um equilíbrio entre caçadores e os animais que estes caçam, as presas. Se as presas escasseiam os caçadores deixam de ter alimento e morrem.

O HOMEM CAÇADOR: O homem caçou sempre para obter alimentos e descobriu utilizações para as “sobras” tais peles, penas, marfim e óleos. Desde os tempos pré-históricos a caça levou a extinção de muitos animais.

ILHAS: Os marsupiais por exemplo o canguru e o coala sobrevieram na Austrália, que é como uma enorme ilha separada do resto do mundo.

EXTINTO: Quando morre o último indivíduo de uma espécie animal ou vegetal, a espécie diz-se extinta (ex.).
Não existe mais nenhum exemplar no mundo. Se uma espécie não foi encontrada na natureza nos últimos 50 anos, considera-se extinta. A extinção faz parte do ciclo normal da vida durante a História do nosso planeta muitos animais evoluíram e depois extinguiram-se. O seu lugar na natureza é então ocupado por outro grupo de animais. Depois da extinção dos dinossauros, o seu lugar foi ocupado pelos mamíferos. Durante 50 a 100 anos, o ritmo destas extinções aumentou muito. Agora está cada vez mais acelerada.

ESPÉCIES EM PERIGO DE EXTINÇÃO: São aquelas de que existe um número tão reduzido de exemplares que provavelmente serão extintos. Poderão sobreviver se forem cuidadosamente protegidos.

ESPÉCIES VULNERAVEIS: Transformar-se-ão em espécies em perigo de extinção se as dificuldades se encontram no seu meio Ambiente não forem superados. Precisão de protecção.

ESPÉCIES RARAS: Estão em perigo devido ao reduzido número de indivíduos existentes no mundo inteiro.
Todos estes animais estão extintos. Tudo o que deles resta são figuras exemplares de museus. Por exemplo, o lobo da Tasmânia viveu na Austrália e na Nova Guiné e sobreviveu na Tasmânia até 1930. Estes animais matavam os carneiros e, a partir de 1830, pagava-se um prémio por cada escalpe conseguido. O último lobo da Tasmânia morreu no jardim zoológico de Hobart em 1936, mas é possível que haja sobreviventes em alguma zona selvagem ou remota.

MATAR POR LUXO

Á caça de peles: Por trás da fachada elegante da indústria de peles, que movimenta rios de dinheiro, está a triste validade da matança. Todos os anos, milhões de animais apanhados em armadilhas, sofrem uma morte lenta dolorosa. Ficam presos pelas patas, pescoço ou tronco, em armadilhas de metal ou nas condias. Os animais permanecem na ratoeira cerca de 15 horas antes de serem estrangulados ou mortos á paulada.
Um Lince do Alasca esteve com a pata presa numa armadilha durante seis semanas. Conseguiu manter-se vivo tanto tempo porque os outros animais do seu grupo familiar lhe levavam comida. As armadilhas são segas. Muitos outros animais, tais como águias, corujas, cisnes e animais domésticos são apanhados, mortos e rejeitados. Na gíria do comércio, estes animais são "lixo".

No cenário das alterações por que passa o meio ambiente, o empobrecimento da diversidade biológica talvez seja o mais importante, pois é o único totalmente irreversível. Qualquer espécie animal ou vegetal, por mais insignificante que possa parecer, desempenha um papel insubstituível no ecossistema do qual faz parte e é produto de milhares de anos de evolução.  

ANIMAIS SELVAGENS E EM EXTINÇÃO

A Píton-reticulada: habita as florestas tropicais quentes e húmidas, onde  sua cor se confunde com a vegetação. O seu comprimento varia entre os seis e nove metro. Apesar do tamanho, que assusta esta píton é tão dócil quanto a jibóia e pode até ser domesticada. Tanto em cativeiro como no seu ambiente natural, tem por habito descansar de dia e caçar á noite. Adora água e chega a ficar o dia inteiro num agradável banho de imersão apenas com a cabeça de fora.

A Pecari: é uma espécie de porco selvagem da América do Sul. A sua principal característica é o calor de pêlos brancos em volta do pescoço: o resto do corpo e cinza e preto com reflexos. Fora da manada a pecari cai no papo da onça. Diz o povo “sozinho é presa fácil”. Em bando torna-se irascível, perigoso e até a onça prudente, prefere afastar.

Os crocodilos também são mortos por causa da sua pele: transformar-se-à em sacos, sapatos, carteiras… Estão a rarear. São protegidos, mas os caçadores furtivos continuam a caçalos. O gravial dos ganges, que vês aqui, é uma das espécies mais ameaçadas.

Tigres: Existem hoje, no mundo, em torno de 7500 tigres; 60% deles estão em território indiano, divididos em 21 reservas. A India tem sido o pais que mais se dedica à preservação, mas seus esforços têm sido fortemente ameaçados por traficantes ligados ao rico mercado do tigre: vendem seus ossos (famosos na medicina chinesa), sua pele, sua carne e até mesmo seus olhos. Os curandeiros chineses acreditam que o pó de seus ossos cura reumatismo e garante longevidade, pílulas feitas dos olhos acabam com as convulsões, o pênis traz virilidade (um prato de sopa desta parte do corpo do tigre pode custar $320 US na Tailândia). Sua pele pode chegar à $15000 US no mercado Árabe. Além do tráfico, o aumento da população que disputa a caça com os tigres, destrói seu "habitat" natural e finalmente investe contra eles próprios, são sua maior ameaça. Os tigres sempre exerceram fascínio sobre os homens: os registros remontam até 6000 anos atrás, onde desenhos de tigres foram encontrados próximo ao rio Amur na Rússia. Segundo os arqueólogos, os habitantes da região os reverenciavam como seus ancestrais e como Deuses. Na mitologia hindu o tigre é o veículo da Deusa Durga; na China do Patriarca Chang Tao-ling. Na região do Mar Cáspio, eles se extinguiram em 1970, na Ilha de Java em 1980, e em Bali em 1940. A India é hoje o lugar onde a batalha pela sobrevivência dos tigres vai ser ganha ou perdida. O pais tem uma cultura na qual as pessoas genuinamente respeitam a natureza, mas seu crescimento populacional é tremendo e ameaçador. Homens e tigres coexistiram por milhares de anos, neste século o desafio está lançado.
 

Chimpanzé: Dra.Jane Goodall, primatologista, estudou os chimpanzés do Parque Nacional de Gombe, na Tanzânia, por mais de 35 anos. Seu trabalho de dedicação, amor e afeto, tem sido exemplo para milhares de pessoas preocupadas com a sobrevivência animal, e com os problemas ecológicos que temos enfrentados neste século. Em 1957, com 23 anos, Dra.Jane viajou para o Kênia começando a trabalhar com o Paleontologista Dr.Louis S.B.Leakey, que a incentivou a estudar os chimpanzés na Tanzânia, estudo que iniciou em 1960. Desde 1965 que seu trabalho vem chamando a atenção de todos, leigos e cientistas, tanto pelas descobertas revolucionárias sobre o comportamento dos chimpanzés, quanto pela sua luta pela preservação. Hoje, sua área de trabalho corresponde à maior comunidade de estudo animal do mundo.Dra.Jane criou o programa "Roots & Shoots" com o objetivo de conscientizar as crianças africanas sobre os animais plantando as sementes para a conservação futura. Esta idéia de um programa dirigido a jovens naturalistas, expalhou-se por vários paises, e hoje existem 250 grupos de "Roots & Shoots", que contaram com a participação da Dra.Jane Goodall através de incansáveis palestras.  

 
Gorila: A maior parte dos gorilas ainda existentes hoje, encontra-se em reservas distribuídas no Zaire, Uganda e Ruanda. O gorila das montanhas, impressionante, "inteligente, gentil, vulnerável", alvo de lendas e fantasias, sofreu neste século a maior ameaça de sua história. Desde a época da África-colônia, alemães e belgas, além de caçarem gorilas, dividiram seu habitat em fazendas e territórios arrendados para esquemas de agricultura européia. Programas de conservação e conscientização ecológica começaram a surgir somente na década de 70, quando a Sociedade de Conservação da Vida Animal – New York, em consórcio com outras organizações conservacionistas, criaram o Projeto do Gorila da Montanha. Hoje este projeto é um dos maiores exemplos de sucesso na história da conservação animal. Em Ruanda, o sucesso foi tão surpreendente que a população do pais passou a orgulhar-se de seus gorilas a ponto de não os ameaçarem durante a última guerra civil, em 1990. Apesar das reservas e florestas serem invadidas pelo exército, só se tem notícia de um gorila morto nos quatro (4) anos de guerra, e no auge do conflito, o Primeiro Ministro de Ruanda declarou publicamente o compromisso de seu pais com os gorilas. As duas etnias em guerra, Tutsi e Hutu, concordaram em não matá-los.

Panda: O Panda, originário da China, corre grande risco de extinção. Tanto as mudanças climáticas – esquentamento – quanto mudanças no seu habitat – aumento da população envolvente e conseqüente diminuição de alimento, são grandes ameaças. Ele é vegetariano, se alimenta basicamente de bambus, tem dificuldade de enxergar, não se reproduz em cativeiro e não suporta o calor forte. Várias organizações internacionais têm se esforçado para salvar este que é um dos mais meigos entre os animais de grande porte.
 
Projeto Tamar: O Projeto Tamar é um dos mais bem sucedidos projetos de preservação de espécies marinhas em risco de extinção no Brasil. Dedicado à preservação das tartarugas marinhas o projeto estende-se por toda a costa brasileira inclusive Fernando de Noronha e Atol das Rocas, dividindo a costa em áreas de alimentação, de reprodução e mistas. As tartarugas têm mais de 150 milhões de anos, resistiram a inúmeras ameaças inclusive adaptando-se de seu habitat original que era a terra, para o marítimo, o que gerou várias mutações no processo de adaptação, mantendo apenas a desova em terra – em praias desertas e durante a noite. Este é seu ponto mais vulnerável. O crescimento populacional e conseqüente invasão das praias tanto com pessoas como com luz elétrica, tem diminuído drasticamente os locais de reprodução das tartarugas marinhas gerando risco de extinção. Os esforços do Projeto Tamar têm garantido-lhes a continuação da espécies. 
 
 

Situação Mundial: Cientistas do Plano das Nações Unidas para o Meio Ambiente calculam que existam entre 10 e 100 milhões de espécies de seres vivos no planeta. Hoje, somente 1,4 milhões são conhecidos e 25% estão ameaçados de extinção. Todo dia, no mundo inteiro, desaparecem quase trezentas espécies animais e vegetais devido à destruição de seus habitats. O Brasil é um dos países com o maior nível de biodiversidade do planeta. Infelizmente, vários fatores têm contribuído para a destruição de grandes áreas dos ecossistemas mais ricos do país: Amazônia, Pantanal, Mata Atlântica e Cerrado. Dentre as atividades que ameaçam estes ecossistemas estão a agricultura e pecuária, a extração de madeira, a mineração e a indústria poluente. Em 1990 o IBAMA compilou uma lista de animais em extinção no Brasil. A maioria das espécies é oriunda da Amazônia, Mata Atlântica e Pantanal. Entre eles estão: 57 mamíferos, 108 aves, 9 répteis e 32 invertebrados.
 
Mapa Mundi mostrando algumas espécies em risco de extinção

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2 respostas para EXTINÇÃO DAS ESPÉCIES

  1. AS COBRAS PITONS RETICULADAS SÃO UMAS COBRAS MUITO BONITAS ,ELAS ESTÃO EM EXTINÇÃO POR CAUSA DAS PESSOAS QUE NÃO TE PAIXÃO PELOS ANIMAIS DO MUNDO OS ANIMAIS SÃO TUDO NA NOSSA VIDA MESMO ELE SENDO UM ANIMAL VENENOSO MAIS ELE SE SENTE ATINGIDO PELOS “HUMANOS”.É ISSO QUE EU QUERIA DIZER BEIJOS !!

  2. Real Madrid disse:

    este sit tem informação boa, mas ñ dá pra ler nada!!! q droga!

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